Carreira militar feminina: mito ou realidade?

As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço em lugares antes dominados por homens — e a carreira militar é uma delas. Atualmente, aquelas que buscam a carreira militar feminina podem participar da linha de combate junto ao pelotão em operações realizadas em terra ou em navios, postos que só podiam ser ocupado por homens até então.

Devido ao aumento na procura pela carreira militar feminina, muitas dúvidas têm surgido em relação a esse tema, quanto às funções desempenhadas pelas mulheres nos cargos militares, como se alistar e quais as opções para a carreira militar feminina.

Se interessou em saber mais sobre a carreira militar feminina? Então, confira este artigo que preparamos para você!

Os cargos militares para mulheres

Para os homens, o serviço militar é obrigatório e o alistamento pode ser feito online. Ao completar 18 anos, eles devem se colocar à disposição do Exército, da Marinha ou Aeronáutica para defender a sua pátria. Já para as mulheres o alistamento não é feito de maneira obrigatória, sendo necessária a realização de concursos para ingressar ou fazer de forma voluntária.

Dessa forma, para começar a carreira militar feminina, a mulher deve ter completado 18 anos e saber que vai servir às forças armadas por um tempo pré-estabelecido. Caso ela queira ingressar definitivamente, deverá prestar concurso público.

As primeiras oportunidades para as mulheres entrarem na vida militar surgiram em 1980, com a criação do Corpo Auxiliar Feminino de Reserva da Marinha, o CAFRM. Em 1997, com a Lei nº 9.519, o CAFRM foi extinguido e foi oferecida uma ampliação da participação feminina nas atividades da Força Naval.

Contudo, a presença feminina nas Forças Armadas ainda é reduzida. Segundo dados do Governo brasileiro, há pouco mais de 22 mil mulheres na carreira militar, e a maior parte delas atua na Força Aérea Brasileira — cerca de 9.299 mulheres. Na Marinha, são 6.922 e no Exército Brasileiro são 6.009. Sendo o efetivo total de 322.940, as mulheres no serviço militar correspondem somente a 6%.

Visando ampliar o alistamento feminino, foi sancionada a Lei n° 12.705/2012, possibilitando que as mulheres ingressem no curso de formação militar do Exército Brasileiro. Dessa forma, as áreas que antes eram exclusivas para os homens tornaram-se acessíveis para o sexo feminino também. Atualmente, as mulheres têm acesso a patentes mais elevadas na carreira, como Tenente Coronel, Major e Capitão.

Já em 2017, por meio do memorando n° 1, em 10 de abril de 2017, a participação das mulheres na Marinha aumentou, autorizando o embarque em navios e unidades de tropa das Oficiais e Praças femininas em atividades de aplicação efetiva. Esse aumento na participação garante às mulheres a possibilidade de ingressar nos Corpos da Armada e nos Fuzileiros Navais.

As principais organizações militares

As organizações militares podem ser divididas nos três grandes grupos que conhecemos: Exército, Aeronáutica e Marinha. Cada um tem uma maneira diferente de ingressar. Assim, a mulher que pretende desenvolver a carreira militar deve procurar informações específicas de cada organização.

Para o Exército Brasileiro, as mulheres que finalizaram o Ensino Médio e querem iniciar a carreira militar devem prestar concurso e seguir algumas exigências, como altura mínima de 1,55 m e ser nascida no Brasil ou ser naturalizada brasileira.

Para a Força Aérea Brasileira existem alguns cursos pelos quais as mulheres podem ingressar, como curso de formação de oficiais aviadores, curso para oficiais de infantaria, curso de oficiais intendentes ou curso de formação de sargento da aeronáutica.

Para a Marinha do Brasil existem duas maneiras de ingressar:

  • por meio de concurso público, oferecendo uma carreira mais estável;
  • por processo seletivo para o Serviço Militar Voluntário, que tem vínculo temporário máximo de oito anos, sendo renovado anualmente.

A carreira militar feminina na Marinha

Para iniciar a carreira militar na Marinha do Brasil é necessário, em primeiro lugar, preencher os pré-requisitos, como ser brasileiro e ter 18 anos. Além disso, você deve prestar um concurso público, concorrendo a vagas para a Escola Naval ou Escola de Aprendizes Marinheiros. No caso específico das mulheres, as candidaturas só podem ser feitas para a Escola Naval ou ainda para o curso de Sargento Músico Fuzileiro Naval.

A Escola Naval é a instituição mais antiga do país, fundada em 1782 em Lisboa, Portugal. O objetivo da instituição é formar oficiais para os postos iniciais das carreiras do Corpo de Fuzileiros Navais, Corpo da Armada e Corpo de Intendentes.

Os oficiais dos Corpos de Fuzileiros Navais e Corpos da Armada atuam a bordo de navios, ambos realizando operações militares e mantendo a segurança das instalações de terra. Já os do Corpo de Intendentes trabalham na área administrativa.

A duração dos cursos da Escola Naval é de cinco anos, sendo quatros anos de ciclo escolar e um pós-escolar. Nos primeiros quatro anos os alunos são aspirantes ao oficialato, ficando na instituição em regime semi-internato, estudando de segunda a sexta e ganhando folga durante os finais de semana.Uma vez que o aluno ingressou no curso e o frequenta regularmente, são disponíveis alguns benefícios, como bolsa-auxílio de R$ 1.176,00 mensais, alojamento, alimentação, assistência médica e ajuda para aquisição de uniformes.

Além da escola naval, é possível entrar para a Marinha por meio de concursos de carreira e oficiais temporários, para pessoas que já são formadas em um curso superior. O tempo de serviço máximo para essa modalidade é de 8 anos, mas pode ser interrompido a qualquer momento pelo Oficial.

Veja quais são alguns dos concursos disponíveis:

  • QC-IM: o Quadro Complementar de Oficiais Intendentes da Marinha desenvolve funções que têm relação com a aplicação e preparo do Poder Naval, atendendo atividades logísticas, econômicas, financeiras, ligadas ao patrimônio e controle interno;
  • CP-CEM: o concurso do Corpo de Engenheiros da Marinha do Brasil convocam pessoas que já concluíram ou que vão concluir em breve a faculdade de engenharia. Os cargos oferecem estabilidade, aposentadoria integral, um salario de aproximadamente 11 mil reais e outros benefícios.
  • SMV: o SMV é o Serviço Militar Voluntário, que também fornece todos os benefícios já citados para os oficiais. As provas do concurso são constituídas de prova objetiva e de aptidão física, além de verificação documental.

A carreira militar feminina é uma realidade para muitas mulheres atualmente, por garantir estabilidade com o concurso público, pela diferenciação do serviço e por novos aprendizados e desafios, aliados ao aumento de conhecimento. Mas tenha em mente que você deve sempre ter comprometimento e disposição para se dedicar ao Serviço Militar.

E por falar em comprometimento, aproveite para conferir mais um de nossos posts e saiba como criar uma rotina de estudos ideal para concursos!

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