Quem está se preparando para o próximo concurso da Petrobras precisa entender dois pontos desde já: quais conteúdos realmente caem na prova e como a Cesgranrio costuma cobrar esse conteúdo. Isso faz diferença porque o edital pode até manter a base programática, mas a banca muda o jeito de perguntar, o ritmo da prova e a estratégia de preparação. Segundo o material, a próxima seleção deve ter a Cesgranrio como banca, e isso já muda bastante o jogo.
Como deve ser a estrutura da prova?
Para os cargos de nível médio, a estrutura indicada é:
- 10 questões de Português
- 10 questões de Matemática
- 40 questões de conhecimentos específicos
O ponto mais importante aqui é simples: a parte básica elimina, mas a parte específica é o que realmente define a classificação. Isso significa que o candidato precisa ir bem em Português e Matemática para não ficar pelo caminho, mas é nas 40 questões da área que a disputa de verdade acontece.
O que cai na parte básica?
Nos conteúdos comuns, a cobrança segue uma linha bem tradicional.
Em Português, aparecem temas como:
- Interpretação de texto;
- Gramática;
- Regras da língua.
Em Matemática, o material aponta conteúdos como:
- Teoria dos conjuntos;
- Equações;
- Matrizes;
- PA e PG;
- Geometria plana e espacial;
- Trigonometria;
- Geometria analítica.
Ou seja: a base é ampla e precisa entrar no cronograma, mesmo que o peso maior da prova esteja na parte específica.
E o que cai na parte específica?
O material traz exemplos bem claros:
- Segurança do Trabalho: normas regulamentadoras e conteúdos técnicos da área;
- Manutenção Elétrica: circuitos elétricos, máquinas elétricas, simbologia e NR-10;
- Manutenção Mecânica: metrologia, elementos de máquinas, ensaios mecânicos e materiais;
- Operação: química, física, termodinâmica, instrumentação, mecânica dos fluidos, operações unitárias e transmissores.
Esse ponto é importante porque mostra que a preparação não pode ser genérica. Cada área tem um núcleo técnico próprio, e é esse núcleo que vai separar quem só estudou por alto de quem chega competitivo.
O que muda com a Cesgranrio?
A principal mudança está no formato da prova. Enquanto outros modelos trabalham com certo e errado, a Cesgranrio usa múltipla escolha, com alternativas de A a E. Isso muda o estilo da resolução, a administração do tempo e até o tipo de treino que o candidato precisa fazer.
Na prática, não basta conhecer o conteúdo. Também é preciso entender como a banca transforma esse conteúdo em questão. E tem um detalhe importante: não é permitido o uso de calculadora. Por isso, quem está se preparando precisa treinar desde já os cálculos na mão, principalmente em Matemática, para não depender de um apoio que não vai existir no dia da prova.
O melhor caminho é começar antes do edital. Quando a publicação sai, o tempo até a prova tende a ser curto, em torno de 70 dias. Para quem começa do zero só nesse momento, a pressão aumenta muito. Já quem chega com base construída entra no pós-edital apenas ajustando foco e intensificando revisão.
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