Como Conciliar Trabalho e Estudos para Concurso: Rotina na Prática

Estudar para o Banco do Brasil do zero com mulher concentrada lendo livros e fazendo anotações

Atualizado em agosto de 2026.

Resumo rápido

  • Mapeie de verdade quanto tempo livre você tem por dia, incluindo intervalo de almoço e deslocamento, antes de montar qualquer cronograma.
  • Com pouco tempo, priorize disciplinas com maior peso e mais questões na prova, em vez de tentar estudar tudo igualmente.
  • Blocos de 25 a 40 minutos rendem mais que sessões longas e cansativas depois de um dia inteiro de trabalho.
  • Um dia de descanso mental por semana não atrasa sua aprovação, ele evita o esgotamento que faz muita gente desistir no meio do caminho.

Primeiro passo: descubra quanto tempo você realmente tem

Quem trabalha em regime CLT ou período integral costuma superestimar o cansaço e subestimar o tempo disponível. A sensação de “não sobra tempo nenhum” quase sempre não corresponde à realidade quando você olha o dia hora a hora. Antes de montar qualquer plano de estudo, pegue um papel ou um bloco de notas no celular e anote, por três dias seguidos, tudo o que você faz do momento em que acorda até dormir.

Esse mapeamento costuma revelar blocos de tempo que passam despercebidos:

  • 30 a 60 minutos antes de sair de casa para o trabalho, quando a cabeça ainda está mais descansada;
  • o intervalo de almoço, que em muitos empregos dá de 30 a 50 minutos livres de fato;
  • o tempo de deslocamento, seja de ônibus, trem, metrô ou carro;
  • 1 a 2 horas depois do trabalho, antes do cansaço do fim do dia bater com força;
  • os fins de semana, que concentram os blocos mais longos e devem ser usados para revisão e simulados, não só para matéria nova.

O objetivo aqui não é lutar contra a rotina, é trabalhar com ela. Quem se prepara para concursos como Petrobras ou Transpetro, por exemplo, sabe que o edital cobra muito conteúdo técnico, e isso só é viável com uma rotina que respeite os horários reais de quem já tem um emprego formal.

Com pouco tempo, prioridade não é opcional

Quando o tempo é curto, tentar estudar todas as disciplinas do edital com a mesma intensidade é o caminho mais rápido para não avançar em nenhuma delas. A prioridade precisa ser definida com critério, não com preferência pessoal.

  • Olhe o número de questões de cada disciplina no último edital ou no edital mais recente da banca;
  • identifique as disciplinas que têm maior peso multiplicador na nota final;
  • separe o que é base (português, raciocínio lógico, noções de direito) do que é específico do cargo;
  • nas primeiras semanas, dê mais espaço para as disciplinas em que você tem menos familiaridade, mas sem abandonar as que já domina.

Uma boa regra prática é dividir a semana em blocos temáticos fixos, por exemplo, segunda e quarta para a disciplina de maior peso, terça e quinta para a segunda maior, e assim por diante, deixando um ou dois dias livres para o que estiver atrasado. Isso evita a armadilha de estudar só o que dá prazer e empurrar com a barriga o conteúdo mais difícil.

Vale lembrar: constância em poucas disciplinas bem escolhidas rende mais aprovação do que estudar superficialmente um edital inteiro.

Blocos curtos e o deslocamento como aliado

Depois de um dia de trabalho, sentar para estudar por três horas seguidas é praticamente impossível de sustentar, e tentar fazer isso é uma das principais causas de desistência. A alternativa que funciona na prática é estudar em blocos de 25 a 40 minutos, com pausas curtas de 5 a 10 minutos entre eles.

Esses blocos permitem começar mesmo quando a vontade é zero, porque o compromisso é pequeno: “vou estudar só até o cronômetro tocar”. Na maioria das vezes, o bloco seguinte acontece naturalmente. Use esse formato tanto para teoria quanto para resolução de questões, alternando entre os dois para não cansar sempre da mesma forma.

O tempo de deslocamento merece atenção especial. Quem passa 40 minutos a 1 hora por dia em transporte público ou preso no trânsito tem aí um espaço de estudo que muita gente desperdiça olhando o celular sem propósito. Algumas formas de aproveitar esse tempo:

  • ouvir revisões em áudio de resumos que você mesmo gravou sobre pontos que erra com frequência;
  • reler resumos curtos, mapas mentais ou fichas de revisão no celular quando está sentado;
  • revisar mentalmente, sem material, o que foi estudado no dia anterior, tentando recordar sem consultar.

Esse tempo não substitui o estudo com caderno e questões, mas fixa conteúdo e evita o esquecimento que acontece quando você não revisa por semanas.

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Constância sem esgotamento: o equilíbrio que sustenta a aprovação

Rotina de trabalho e estudo é maratona, não corrida curta. Concursos como os da área de Petrobras e Transpetro costumam ter uma preparação longa, de vários meses a mais de um ano, e ninguém sustenta esse ritmo estudando todos os dias sem parar, inclusive fim de semana, sem folga nenhuma.

Reserve pelo menos um dia por semana como descanso mental de verdade, sem culpa. Isso não significa parar de pensar em concurso o tempo todo, significa não abrir o material de estudo naquele dia. O cérebro consolida o que foi aprendido também durante o descanso, e chegar sem energia nenhuma às vésperas da prova é pior do que ter estudado um dia a menos ao longo do caminho.

Nas semanas de trabalho mais puxado, quando surgem horas extras, viagens ou entregas urgentes, o objetivo muda: não é manter o volume normal de estudo, é não zerar. Um bloco de 25 minutos de revisão em uma semana difícil vale mais do que parecer, porque mantém o hábito vivo e evita o efeito bola de neve de “parei uma semana, agora vou parar duas”.

  • Defina um mínimo inegociável para semanas ruins, por exemplo, 20 minutos por dia, só para não perder o fio;
  • não tente compensar dias perdidos duplicando a carga no fim de semana seguinte, isso alimenta o ciclo de esgotamento;
  • reavalie o cronograma a cada duas ou três semanas, ajustando prioridades conforme o que a rotina de trabalho permitir naquele período.

Conciliar trabalho e estudos para concurso é possível, mas exige aceitar que o ritmo será mais lento do que o de quem estuda em tempo integral. Isso não é um problema, é apenas a realidade de quem trabalha, e reconhecer isso com honestidade ajuda a manter a constância sem se cobrar de forma injusta.

Perguntas frequentes

Quantas horas por dia preciso estudar trabalhando período integral?

Não existe número mágico igual para todo mundo, mas entre 1h30 e 3 horas por dia, somando os blocos ao longo do dia, já é suficiente para manter um bom ritmo se for feito com constância.

É melhor estudar de manhã cedo ou à noite depois do trabalho?

Depende do seu pico de energia. Manhã cedo costuma render mais foco por menos tempo, enquanto à noite exige mais disciplina contra o cansaço; o ideal é testar as duas opções e ver qual você consegue sustentar por mais semanas seguidas.

Vale a pena usar o intervalo de almoço para estudar?

Sim, mesmo que sejam só 20 ou 30 minutos, esse tempo é ótimo para revisão rápida ou resolução de questões, desde que você também reserve um momento para comer com calma e descansar a cabeça.

Como não perder o ritmo em semanas de muito trabalho?

Defina um mínimo inegociável, como 20 minutos por dia, apenas para manter o hábito ativo, e não tente compensar depois duplicando a carga de estudo, isso só aumenta o risco de esgotamento.

Um dia de descanso por semana atrasa a aprovação?

Não. O descanso ajuda a fixar o que foi estudado e evita o esgotamento que leva muita gente a abandonar os estudos no meio do caminho, o que atrasa muito mais do que uma folga semanal.

Sobre o Autor

Willian Rabello

CEO no Concurseiro Zero1 | Líder da Missão de Aprovar +1000 pessoas em Concursos das Forças Armadas e Concursos de Engenharia

Ingressei na faculdade de engenharia mecânica em 2010, movido por uma paixão pelas áreas exatas e um foco indomável. Em 2015, após concluir meu curso e iniciar um estágio promissor na WEG, encontrei-me em uma encruzilhada profissional devido à crise econômica. No entanto, a adversidade foi o combustível que precisava para me reinventar. Com apenas 78 dias de preparação e uma dedicação incomparável, fui aprovado no concurso de engenharia para a Marinha do Brasil.

Na Marinha, não apenas vivenciei a engenharia em sua forma mais pura, trabalhando em projetos ambiciosos como o submarino nuclear, mas também absorvi valores intangíveis de liderança, gestão e disciplina. Cada desafio, cada projeto e cada experiência me moldaram e ampliaram minha compreensão do impacto direto que poderia ter na vida das pessoas.

Hoje, sinto-me plenamente realizado ao ver que minha jornada profissional tem o poder de transformar vidas com o Concurseiro Zero1. Cada vitória, cada aprendizado e cada sacrifício valeram a pena. Acredito firmemente que, independentemente dos obstáculos que enfrentamos, com dedicação, esforço e coragem, a vitória é sempre possível. E é essa mentalidade que desejo instigar em todos ao meu redor, para que possam também conquistar seus sonhos e proporcionar um futuro melhor para si mesmos e suas famílias.

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