Atualizado em agosto de 2026.
- A entrada no BB via concurso público costuma ser pelo cargo de Escriturário (nível médio) ou, em editais específicos, para funções de nível superior.
- A progressão não é automática: depende de processos seletivos internos (PSI), desempenho e disponibilidade de vaga na praça desejada.
- Certificações como CPA-10 e CPA-20 (ANBIMA) abrem caminho para funções comissionadas ligadas a investimentos.
- Existe mobilidade entre agência, sede, diretorias e áreas de TI, sempre mediada por seleção interna e histórico de resultados.
Como é a entrada na carreira do Banco do Brasil
O caminho mais comum para ingressar no Banco do Brasil por concurso público é o cargo de Escriturário, de nível médio, que atua diretamente nas agências em atendimento, operações e suporte comercial. É a porta de entrada mais frequente nos editais e a que reúne o maior número de vagas ao longo dos anos.
Além do Escriturário, alguns editais trazem cargos de nível superior, como Agente Comercial ou Agente de Tecnologia, voltados a funções mais específicas dentro do banco. Independentemente da porta de entrada, o ponto importante é que a carreira dentro do BB não fica travada no cargo inicial: a partir da posse, o funcionário passa a competir por oportunidades de crescimento junto com todo o quadro interno.
Vale entender essa lógica antes mesmo de estudar para a prova: passar no concurso é o primeiro degrau, não o único. A trajetória dentro do banco depende de como o profissional se posiciona ao longo dos anos.
Progressão por função comissionada e processos seletivos internos
Diferente de carreiras com progressão automática por tempo de casa, o Banco do Brasil trabalha fortemente com processos seletivos internos (PSI). Isso significa que, para mudar de função ou assumir uma posição de maior responsabilidade, o funcionário precisa se candidatar, ser avaliado e, muitas vezes, concorrer com outros colegas.
As funções comissionadas são o principal mecanismo de crescimento dentro da estrutura. Entre as mais buscadas estão:
- Caixa executivo, geralmente um dos primeiros passos de comissionamento na agência;
- Gerente de contas, com foco em relacionamento e carteira de clientes;
- Gerente geral de agência, posição de maior liderança na ponta;
- Funções em áreas administrativas, controladoria, TI e diretorias na sede.
Cada uma dessas posições costuma exigir um histórico consistente de desempenho, tempo mínimo na função anterior e, em muitos casos, disponibilidade para mudar de praça, já que nem toda vaga surge na cidade onde o funcionário está lotado.
O papel das certificações e da mobilidade entre áreas
Um ponto que diferencia quem cresce mais rápido dentro do banco é a busca por qualificação contínua. O Banco do Brasil valoriza certificações do mercado financeiro, especialmente as da ANBIMA, como CPA-10 e CPA-20, que são praticamente pré-requisito para funções comissionadas ligadas a investimentos e assessoria de clientes.
Ter essas certificações não garante a função por si só, mas costuma ser um filtro de entrada nos processos seletivos internos para áreas de maior remuneração e responsabilidade. Por isso, muitos funcionários já se preparam para essas provas nos primeiros anos de casa.
Além disso, a estrutura do BB permite mobilidade entre diferentes frentes de atuação:
- Rede de agências (varejo), onde a maioria começa a carreira;
- Áreas administrativas na sede e em diretorias específicas;
- Controladoria e áreas de gestão de risco;
- Tecnologia da informação e áreas correlatas.
Essa movimentação também acontece via seleção interna, o que reforça que a carreira no banco é construída ativamente, e não apenas esperada com o passar dos anos.
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Progressão salarial: o que é automático e o que depende de você
A remuneração no Banco do Brasil combina dois elementos. De um lado, existe o plano de cargos e salários, que prevê ajustes ligados a tempo de serviço e mérito. De outro, o ganho adicional vem justamente das funções comissionadas, que agregam valor significativo ao salário-base quando o funcionário assume posições de liderança ou especialização.
Na prática, isso quer dizer que a evolução financeira dentro do banco tem um componente estrutural, mais lento e previsível, e um componente que depende diretamente de desempenho, qualificação e participação ativa em processos seletivos internos. Quem se planeja desde a entrada, buscando certificações e se candidatando às oportunidades certas, tende a crescer de forma mais consistente do que quem espera a progressão acontecer sozinha.
Esse é um ponto importante para quem está se preparando para o concurso: entender que a aprovação abre a porta, mas o plano de carreira dentro do banco recompensa quem se antecipa. Encarar essa lógica desde já ajuda a manter o foco nos estudos com uma visão mais clara do que vem depois da posse.
Perguntas frequentes
Qual é o cargo de entrada mais comum no Banco do Brasil?
É o cargo de Escriturário, de nível médio, que costuma concentrar a maior parte das vagas nos editais. Alguns concursos também trazem cargos de nível superior, como Agente Comercial ou Agente de Tecnologia.
A progressão de carreira no BB é automática por tempo de casa?
Não totalmente. Existe um plano de cargos e salários com ajustes por tempo e mérito, mas o crescimento mais expressivo depende de processos seletivos internos para funções comissionadas.
O que são os PSI (processos seletivos internos)?
São seleções realizadas dentro do próprio banco para preencher funções comissionadas, como caixa executivo ou gerente de contas. O funcionário se candidata e é avaliado com base em desempenho e critérios definidos pelo banco.
As certificações CPA-10 e CPA-20 são obrigatórias para crescer no BB?
Não são obrigatórias para todas as funções, mas costumam ser exigidas ou muito valorizadas em processos seletivos para posições ligadas a investimentos e relacionamento com clientes.
É possível mudar de área dentro do Banco do Brasil, como ir para TI ou para a sede?
Sim, existe mobilidade entre agência, áreas administrativas, controladoria e tecnologia, mas essa mudança normalmente acontece por meio de seleção interna, não por transferência automática.