Se você pensa em prestar o concurso da Petrobras, provavelmente já bateu o olho em uma tabela de candidato por vaga e pensou: “isso aqui está concorrido demais”. E eu entendo esse sentimento.
Quando a banca divulga o número bruto, a primeira impressão realmente assusta. Em algumas engenharias, a relação candidato por vaga parece alta demais e passa a sensação de que o concurso está fora da realidade.
Só que o ponto é o seguinte: esse número inicial não conta a história inteira.
Se você olhar só para a divulgação mais bruta, vai enxergar apenas a parte que pesa. Para entender a concorrência de verdade, é preciso ir além do susto inicial e fazer a leitura completa dos dados.
Para começar, vamos olhar para os números do último concurso de nível superior da Petrobras considerando o total de vagas, ou seja, vagas imediatas mais cadastro de reserva.
| Especialidade | Vagas | Inscritos | Candidatos por Vaga |
| Engenharia Civil | 48 | 15.949 | 332 |
| Engenharia de Segurança do Trabalho | 132 | 7.008 | 53 |
| Engenharia Elétrica | 234 | 10.200 | 43 |
| Engenharia de Inspeção | 66 | 2.234 | 34 |
| Engenharia de Produção | 606 | 17.349 | 29 |
| Engenharia de Processamento | 192 | 4.538 | 24 |
| Engenharia Eletrônica | 156 | 3.412 | 22 |
| Engenharia Mecânica | 948 | 17.280 | 18 |
| Engenharia de Petróleo | 582 | 8.000 | 14 |
| Engenharia Naval | 126 | 457 | 4 |
No geral, foram 3.090 vagas, 86.427 inscritos e uma média de 27,96 candidatos por vaga.
À primeira vista, alguns números realmente chamam atenção. Mas é aqui que entra a primeira correção importante dessa leitura.
O número que assusta não é o único número que importa!
Muita gente olha para a relação entre inscritos e vagas e para por aí. Só que, em concurso como o da Petrobras, essa leitura sozinha fica incompleta.
Quando você organiza a análise com o total de vagas e enxerga a distribuição por ênfase, já começa a perceber duas coisas muito importantes:
- A concorrência não pesa igual em todas as engenharias;
- E, em várias áreas, o cenário já é bem mais administrável do que a primeira sensação deixava parecer.
Agora entra um fator que muda ainda mais a leitura: a abstenção
Tem outro ponto que pesa muito e que quase sempre fica de fora da leitura apressada: nem todo inscrito vai fazer a prova.
No último concurso de nível superior da Petrobras, a abstenção foi de 31%. Isso significa que quase um terço dos engenheiros inscritos não compareceu no domingo pela manhã.
Porque uma coisa é o número de quem se inscreveu. Outra coisa é o número de quem realmente entrou em sala para disputar a vaga.
Tem gente que paga a inscrição e desiste. Tem gente que se empolga no começo e não sustenta a preparação. Tem gente que decide fazer, mas chega perto da prova e simplesmente não vai.
Então, quando você quer entender a concorrência de forma mais realista, precisa considerar também quem de fato foi para o jogo.
Quando a gente pega aqueles números anteriores e desconta a abstenção, a concorrência real fica assim:
| Especialidade | Candidatos por Vaga (Real) |
| Engenharia Civil | 230 |
| Engenharia Elétrica | 30 |
| Engenharia Eletrônica | 15 |
| Engenharia de Inspeção | 23 |
| Engenharia Mecânica | 13 |
| Engenharia de Petróleo | 9 |
| Engenharia de Processamento | 16 |
| Engenharia de Produção | 20 |
| Engenharia de Segurança do Trabalho | 37 |
| Engenharia Naval | 2 |
No geral, a média cai de 27,96 para 18,99 candidatos por vaga real.
É aqui que a percepção muda de verdade.
Porque o número bruto da banca pode até ser o dado oficial inicial, mas ele não mostra sozinho o tamanho real da disputa. Quando você considera quem realmente entrou na prova, a concorrência fica muito mais compreensível e muito menos assustadora.
E isso não é forçar otimismo. É simplesmente olhar para a situação com mais precisão.
Em algumas áreas, essa diferença ajuda até na escolha da ênfase
Esse tipo de análise também tem outro valor: ela ajuda o candidato a pensar com mais estratégia.
Olha a diferença entre algumas áreas:
| Especialidade | Candidatos por Vaga (Real) |
| Engenharia Civil | 230 |
| Engenharia Eletrônica | 15 |
| Engenharia Mecânica | 13 |
| Engenharia de Petróleo | 9 |
| Engenharia Naval | 2 |
Esses números mostram que a disputa não é igual para todo mundo. Dependendo da sua formação e das possibilidades previstas no edital, essa leitura pode até ajudar a pensar melhor em qual ênfase faz mais sentido analisar com calma.
Ou seja: essa não é só uma análise para “acalmar”. É uma análise para orientar melhor a decisão.
O que trava muita gente é a leitura errada do número
O grande problema da divulgação mais bruta da banca não é só estatístico. É psicológico.
Quando a pessoa bate o olho em um número muito alto, ela tende a transformar aquilo em impossibilidade. E, a partir daí, vem o medo, a procrastinação e a sensação de que não vale nem a pena tentar.
Só que, quando você olha os dados do jeito certo, a sensação muda.
A concorrência continua séria? Continua.
Mas ela deixa de parecer um paredão impossível e passa a ser uma disputa muito mais concreta, mais racional e mais vencível do que parecia no primeiro olhar.
Esse é o ponto central: a concorrência da Petrobras é sim menor do que parece!
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Perguntas frequentes sobre a concorrência da Petrobras
Então vale a pena se preparar?
Sim. E justamente por isso. Porque, quando o candidato entende que o número bruto não é a leitura final da disputa, ele para de olhar para o concurso como algo distante e começa a enxergar uma oportunidade real.
É essa virada que importa.
O que significa candidato por vaga na Petrobras?
É a relação entre o número de inscritos e o número de vagas de uma determinada ênfase.
A abstenção muda a concorrência?
Muda a leitura prática da disputa, porque nem todo inscrito comparece à prova.
Por que olhar a concorrência por ênfase faz mais sentido?
Porque a disputa varia bastante de uma área para outra, e isso ajuda a enxergar melhor o tamanho real da oportunidade.
A concorrência da Petrobras é menor do que parece?
Sim. Quando você vai além do número bruto da banca e considera a abstenção e a distribuição real da disputa, a concorrência fica bem mais administrável.
Vale a pena usar essa análise para escolher a ênfase?
Sim. Em alguns casos, comparar os números entre áreas compatíveis pode ajudar a tomar uma decisão mais estratégica.