Como passar no Banco do Brasil em 2026: 7 dicas práticas de estudo para quem está começando

Se você quer passar no Banco do Brasil, mas ainda está no começo da preparação, a primeira coisa que precisa entender é simples, e já falamos sobre isso aqui no blog muitas vezes, mas vale repetir: não dá para esperar o edital sair para só depois começar a estudar!

O concurso Banco do Brasil 2026 voltou a ganhar força nas buscas dos concurseiros, ao mesmo tempo, o cenário mais recente aponta para movimentação em torno da escolha de banca, embora ainda sem edital oficial publicado. A própria imprensa especializada vem destacando a possibilidade de nova seleção, com a Cesgranrio novamente no radar, enquanto o Banco do Brasil mantém no portal oficial as informações das seleções anteriores.

Mas na prática, isso significa uma coisa: quem começar agora, vai sair muito na frente de quem vai aparecer só no pós-edital.

E é exatamente esse o objetivo deste artigo: te mostrar como começar do jeito certo, o quanto antes. 

 

Por que vale a pena começar a estudar para o Banco do Brasil agora?

 

O último edital para Escriturário saiu em dezembro de 2022, com organização da Fundação Cesgranrio. O cargo exigia apenas ensino médio completo, tinha jornada de 30 horas semanais e a remuneração inicial chegou a R$4.314.

 

Esse ponto é importante porque muita gente ainda pensa que o Banco do Brasil exige faculdade, experiência com vendas ou alguma formação específica. Mas não exige. No cargo de entrada, o requisito central é ensino médio completo e idade mínima de 18 anos na data da admissão.

Então, se você está começando do zero, o primeiro passo não é se perguntar se “já está pronto”. Mas entender que o concurso do Banco do Brasil é uma oportunidade real para quem constrói base com antecedência.

Com isso em mente, vamos ao que mais importa: como se preparar melhor para esse concurso. 

 

1. Leia o último edital como regra do jogo

 

Quem quer passar no Banco do Brasil precisa começar pelo lugar certo: o edital anterior.

Mesmo que um novo edital ainda não tenha sido publicado, o último concurso continua sendo a melhor referência para entender:

 

  • Quais matérias caem;
  • Como a prova é dividida;
  • Qual o peso de cada disciplina;
  • Como funciona a redação;
  • E como o banco organiza vagas e regiões.

 

Muita gente pula essa etapa e já vai direto para videoaula, cronograma ou apostila. O problema é que, sem conhecer a regra do jogo, o estudo fica solto.

 

E no caso do Banco do Brasil, o edital anterior já mostra pontos muito relevantes:

 

  • Prova objetiva com 70 questões de múltipla escolha;
  • Divisão entre conhecimentos básicos e conhecimentos específicos;

 

Presença de redação eliminatória;

  • E pesos diferentes entre as matérias.

 

Ou seja: entender o edital antes de estudar não é detalhe. É estratégia!

 

2. Descubra quais matérias realmente pesam na prova

 

Esse é um dos pontos mais importantes para quem está começando.

No modelo anterior para Agente Comercial, a prova trouxe:

 

  • 25 questões de conhecimentos básicos;
  • 45 questões de conhecimentos específicos;
  • Além de uma redação.

 

Na parte básica, apareceram:

 

  • Língua Portuguesa;
  • Língua Inglesa;
  • Matemática;
  • Atualidades do Mercado Financeiro.

 

Na parte específica, entraram:

 

  • Conhecimentos Bancários;
  • Matemática Financeira;
  • Conhecimentos de Informática;
  • Vendas e Negociação.

 

Mas o detalhe que muda a estratégia é outro: as matérias têm pesos diferentes.

Português e Matemática, por exemplo, tiveram questões com maior peso dentro dos conhecimentos básicos. Já na parte específica, todas as matérias trabalharam com peso de 1,5 ponto por questão, e esse bloco foi o que mais concentrou valor na nota.

Traduzindo isso para a rotina: não dá para estudar tudo como se tivesse a mesma importância.

 

3. Faça uma análise simples de prioridade antes de montar o plano

 

Quem está começando costuma cometer um erro clássico: organizar o estudo só pelo que gosta ou pelo que acha mais fácil.

Mas o estudo para concurso funciona melhor quando cruza a frequência de cobrança com nível de dificuldade pessoal.

 

A lógica é esta:

 

  • O que cai muito e você vai mal → vira prioridade;
  • O que cai muito e você já vai bem → vira revisão;
  • O que cai pouco e você vai mal → pode esperar mais;
  • O que cai pouco e você vai bem → exige manutenção, não foco principal.

 

Esse filtro parece simples, mas melhora muito a distribuição de tempo.

Na prática, é isso que evita o erro de passar horas em um tema que quase não aparece enquanto você negligencia o que realmente pesa na prova.

 

4. Estude por ciclo, não por “matéria até acabar”

 

Esse é outro ajuste que muda tudo para iniciantes. Em vez de estudar uma matéria até esgotar o conteúdo inteiro e só depois passar para a próxima, o melhor caminho é usar o ciclo de estudos. Ou seja, girar entre matérias e voltar a elas com frequência, porque isso fortalece a memória de longo prazo e evita o esquecimento rápido do que já estudou. 

Se você tem cinco matérias no momento, por exemplo, o ciclo pode funcionar assim:

 

  1. Português
  2. Matemática
  3. Conhecimentos Bancários
  4. Informática
  5. Vendas e Negociação

 

Depois disso, você retorna ao início.

 

Esse modelo funciona bem porque:

 

  • Melhora retenção;
  • Cria revisão natural;
  • E evita aquela sensação de “terminar um bloco e já esquecer o tudo”.

 

5. Monte uma rotina semanal possível

 

Outra dica muito boa para quem está começando é parar de pensar na meta diária perfeita e começar a pensar na meta semanal.

Isso faz diferença porque semana real tem dia bom e dia ruim. Se você pensa só no dia, qualquer falha parece desastre. Quando pensa na semana, ainda consegue compensar.

 

A sugestão apresentada pela professora vai nesta linha:

 

  • Quem trabalha e estuda: algo entre 20 e 25 horas por semana já é um alvo forte;
  • Quem só estuda: algo entre 25 e 30 horas por semana pode fazer sentido.

 

Mas aqui entra um ponto ainda mais importante: você não precisa começar neste volume.

Na verdade, o ideal é começar com menos e subir gradualmente. Isso reduz a frustração e aumenta a constância. Em vez de prometer seis horas por dia e desistir no terceiro dia, vale mais começar com um bloco menor e construir ritmo.

 

6. Trate a redação como parte da aprovação, não como detalhe

 

Esse é um erro que elimina muita gente!

 

No último concurso, a redação tinha caráter eliminatório, com nota máxima de 100 pontos e exigência mínima de 70 pontos para o candidato continuar no processo. Em outras palavras: não adiantava ir muito bem na objetiva e ser eliminado na discursiva.

Isso muda bastante a estratégia de estudo.

Quem está começando para o Banco do Brasil não deve tratar a redação como “algo para ver depois”. Ela precisa entrar cedo na preparação, mesmo que em baixa frequência no começo.

O objetivo não é virar especialista em escrita na primeira semana. É evitar chegar perto da prova com medo de uma etapa que pode te tirar do concurso.

 

7. Escolha materiais com inteligência e use o que já existe a seu favor

 

Nem todo mundo vai conseguir começar por um preparatório completo. E isso não precisa virar motivo para travar.

Mas uma coisa é fato: o material certo economiza tempo.

Ah… e vai um alerta importante aqui: antes de escolher qualquer curso, vale olhar o edital, as provas anteriores e entender se aquele material realmente cobre o que você precisa.

 

Ao mesmo tempo, para quem ainda está se organizando, existe muito valor em aproveitar:

 

  • Provas anteriores;
  • Editais passados;
  • Análises de peso das matérias;
  • Aulas introdutórias;
  • E conteúdos gratuitos que ajudam a sair da inércia.

 

No fim, o mais importante não é ter “o material perfeito”. É não usar a falta dele como desculpa para não começar.

 

Que tal começar logo?

 

 

Como funciona a concorrência por região no Banco do Brasil?

 

Esse é um detalhe que ajuda muito quem está entrando agora no tema.

No concurso do Banco do Brasil, as vagas são organizadas por macro e microrregião. Isso significa que a concorrência não é “nacional” de forma genérica. O candidato disputa dentro da região escolhida no momento da inscrição. E essa escolha também define o local de prova e o conjunto de municípios abrangidos naquela vaga.

 

Esse ponto é importante por dois motivos:

 

  1. ajuda a interpretar melhor a concorrência;
  2. permite pensar estrategicamente na escolha da região.

 

Ou seja: estudar para o BB não é só dominar matéria. Também é entender a lógica do concurso.

 

O que fazer agora, na prática?

 

Se você quer passar no Banco do Brasil em 2026, o caminho mais inteligente é este:

  • Ler o último edital;
  • Entender a estrutura da prova;
  • Priorizar matérias com mais peso;
  • Montar um ciclo de estudos;
  • Definir meta semanal possível;
  • Inserir questões desde cedo;
  • E não empurrar a redação para o final.

 

Isso já te coloca à frente de muita gente que ainda está só esperando notícias do edital.

O mais difícil não é estudar tudo. É começar do jeito certo e continuar.

 

 

E lembrar que quem chega no pós-edital sem base entra em pânico. Quem já vinha estudando entra ajustando o foco.

 

Enfim, passar no Banco do Brasil não começa com sorte, nem com “motivação do dia”. Começa com leitura certa do edital, decisão de estudar antes da maioria e uma rotina que você consegue sustentar.

Se você está começando agora, não precisa dominar tudo de uma vez. Precisa fazer o básico com inteligência.

 

É isso que transforma o desejo de passar em uma preparação real!

 

FAQ 

 

Como começar a estudar para o Banco do Brasil do zero?

O melhor caminho é usar o último edital como base, entender a estrutura da prova, montar um ciclo de estudos e começar pelas matérias com mais peso.

 

O concurso Banco do Brasil 2026 já foi confirmado?

O tema está em alta e há movimentação sobre banca e cenário do próximo concurso, mas ainda sem edital oficial publicado.

 

Quais matérias caem no Banco do Brasil?

No último modelo para Agente Comercial, a prova teve Português, Inglês, Matemática, Atualidades do Mercado Financeiro, Conhecimentos Bancários, Matemática Financeira, Informática e Vendas e Negociação.

 

Redação reprova no Banco do Brasil?

Sim. No último concurso, a redação era eliminatória e exigia nota mínima de 70 pontos.

 

Vale a pena começar antes do edital?

Sim. Quem começa no pré-edital constrói base, melhora a rotina e chega muito mais forte quando a prova é oficialmente aberta.

 

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Sobre o Autor

Maria Luísa Cerqueira

Maria Luísa é engenheira mecânica formada pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e mestre em Engenharia de Materiais. Primeira colocada no concurso do Serviço Militar Voluntário (SMV) em 2020, transformou sua experiência como concurseira em uma metodologia de preparação voltada para quem deseja ingressar nas Forças Armadas. Hoje, atua como especialista e mentora em concursos públicos e já contribuiu para a aprovação de mais de mil alunos por meio de sua metodologia.

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