Se você olha para o concurso do Banco do Brasil e pensa “isso não é para mim”, eu quero te dizer uma coisa com toda sinceridade: o concurso assusta mais do que realmente trava, sabia?
E eu sei bem de onde vem esse medo!
Quando se fala em Banco do Brasil, todo mundo conhece a empresa. Então o concurso ganha aquele tamanho ‘de evento nacional’. Sai notícia, aparece em grupo de família, vai para WhatsApp, vira assunto de quem nunca estudou para concurso na vida. E é justamente aí que muita gente trava antes mesmo de começar a estudar para o concurso.
O candidato olha o nome “‘Banco do Brasil’, vê um número gigante de inscritos e pensa: “quem sou eu para passar nisso?”, não é assim?!
Mas hoje quero te dizer que essa leitura, do jeito que ela costuma ser feita, está incompleta.
O número de inscritos assusta, mas não se prenda nisso!
No último concurso, o Banco do Brasil teve cerca de 1,5 milhão de inscritos. Quando a pessoa vê esse número solto, é normal se assustar. Parece aquele tipo de prova em que você já entra derrotado antes mesmo de sentar na cadeira.
Só que tem um detalhe enorme aí no meio: 48% dessa galera nem foi fazer a prova. Ou seja, de 1,5 milhão, cerca de 800 mil pessoas realmente apareceram no dia. E isso já muda bastante a leitura.
Agora pensa comigo: se quase metade dos inscritos já some antes da prova começar, o número bruto de inscritos deixa de ser aquele bicho de sete cabeças que parece no começo.
A concorrência real é muito menor do que a manchete faz parecer
Mesmo entre as pessoas que foram fazer a prova, uma parte grande acaba ficando pelo caminho porque não bate os mínimos exigidos. No Banco do Brasil, o candidato precisa atingir o corte nos blocos da prova e também não pode zerar a disciplina. Além disso, a redação funciona como etapa eliminatória. Então não basta “ir lá e tentar”. Muita gente vai para a prova sem preparação real e naturalmente acaba saindo da disputa.
Isso significa que o número que assusta no começo não é o número de pessoas realmente competitivas.
Na prática, a disputa de verdade fica muito mais concentrada em quem:
- Leu o edital;
- Fez prova anterior;
- Resolveu questões;
- E chegou minimamente preparado.
É por isso que eu sempre digo: o Banco do Brasil não é fácil no sentido de “vai passar sem estudar”, mas é muito mais acessível do que parece para quem entra com método.
Importante: Você não concorre com o Brasil inteiro
O Banco do Brasil divide as vagas por macro e microrregiões. No último concurso, foram 158 microrregiões. Isso quer dizer que a sua concorrência real não é ‘todo mundo que fez para agente comercial no Brasil’. Você concorre com quem escolheu a mesma macro e a mesma micro que você.
Porque aquela multidão que parece impossível vai sendo diluída. E, de repente, o que parecia inalcançável começa a ficar muito mais concreto.
O concurso é mais acessível do que muita gente imagina
Outro ponto que derruba bastante a barreira mental é o requisito do cargo de entrada.
No último edital para Escriturário, o Banco do Brasil exigiu basicamente:
- Ensino médio completo
- E 18 anos na data da admissão.
Só isso.
Não precisa faculdade. Não precisa ter experiência prévia com vendas. Não precisa de currículo bancário. Isso, por si só, já muda a conversa.
Porque muita gente ainda acha que o Banco do Brasil é um concurso “para quem já vem pronto”. E não é. O cargo de entrada foi desenhado justamente para permitir que muita gente comece uma carreira bancária por ali.
A prova não é simples, mas também não é um monstro
No último concurso, a prova veio com 70 questões objetivas e redação, divididas entre conhecimentos básicos e específicos. A jornada do cargo é de 30 horas semanais, o que ajuda a explicar por que esse concurso chama tanta atenção.
Na parte básica, apareceram:
- Português
- Inglês
- Matemática
- Atualidades do Mercado Financeiro
Na parte específica:
- Matemática Financeira
- Conhecimentos Bancários
- Informática
- Vendas e Negociação
Quando a pessoa olha esse bloco pela primeira vez, pode achar que é muita coisa. Mas, na prática, esse é um concurso que trabalha um núcleo de matérias muito bem definido. Não é aquela prova imprevisível em que você sente que pode cair qualquer coisa de qualquer jeito.
E isso é ótimo para quem está começando, porque dá direção.
O grande erro é achar que precisa ser gênio. Não precisa.
Essa talvez seja uma das objeções mais comuns: “eu nunca fui brilhante no colégio”, “não sou gênio”, “não tenho perfil de concurso”.
Só que o Banco do Brasil não é um concurso que exige genialidade. O que ele exige é uma combinação de três coisas:
- Constância;
- Estratégia;
- E leitura certa do jogo.
Então, se hoje você está adiando o começo porque acha que o concurso do Banco do Brasil é impossível, talvez o problema não seja a prova. Talvez seja só a forma como você está olhando para ela.
Quando você entende como a concorrência realmente funciona, percebe que não está brigando contra 1,5 milhão de pessoas superpreparadas. Está entrando em um jogo em que muita gente nem comparece, muita gente é eliminada e muita gente desiste antes de estudar sério.
E é justamente aí que mora a oportunidade!
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